E dá-lhe XV, sem blábláblá. Gol da vitória, anotado por Lili.

E não vai precisar nem de muito “blábláblá” e nem de “textão” como disseram. Não, não vai precisar: O XV de Novembro é finalista da Série Ouro da Liga de Colombo, pela quarta vez consecutiva, quinta nas últimas seis. No meio dessas quatro consecutivas, o XV de Novembro ainda foi finalista em duas Taças da Uva, ou seja, são seis finais consecutivas na Liga de Colombo e cinco títulos. Alguma dúvida?

E como diz o volante Cezinha: “Há que se respeitar o número baixo.”

Depois de ter tropeçado em casa na primeira partida das semifinais na semana passada contra o União Guaraituba, quando vencia por 2 x 0 e permitiu o empate em 2 x 2, o alvi negro parecia que tinha caído no descrédito perante a comunidade adversária.

Neste domingo, 18/11, ciente de que precisaria se superar para obter a vaga às finais, especialmente por conta do estado do gramado e da chuva intermitente que caiu o XV de Novembro não teve vida fácil. Mas no final, a força de sua camisa e a garra de seus jogadores deram uma grande vitória ao alvi negro atubense, que mantém a escrita de finais na Liga de Colombo.

O União Guaraituba, que tirou o tricampeonato alvi negro no ano passado em pleno Estádio do Atuba, sonhava em mais uma vez ir ás finais e tentou pressionar o XV, mas sem grandes perigos. O XV não jogava bem, mas procurava controlar a partida. Nenhuma grande chance de gol surgiu no primeiro tempo.

Na etapa complementar, o jogo foi disputadíssimo e ganhou ares de dramaticidade quando o volante Cezinha foi expulso por conta do segundo cartão amarelo. Não eram decorridos nem 15 minutos do segundo tempo. O alvi negro teve que fechar a marcação e isolar Lili no campo de ataque.  Xuxu teve uma boa chance, mas o goleiro do União defendeu. O time da Porteira pressionava, mas o sistema defensivo do XV, composto por Athos e Du ganhavam todas as bolas de chuveirinho especialmente. O perigo era iminente por conta do estado escorregadio do gramado. Mas Eron não teve grande trabalho. Numa estocada pela ponta esquerda, houve uma falta violenta contra o XV. Lili foi para cobrança. O “Polaquinho” cumprindo sua promessa e escrita de que sempre faz gol em decisão, bateu com precisão. O goleiro Felipe vacilou e tomou o gol no efeito que a bola tomou.

O XV se fechou mais ainda. Gigante entrou no lugar de Lili e passou a incomodar a zaga do União até que foi agredido pelo zagueiro rubro negro. Com 10 x 10, as coisas poderiam se equilibrar. Mas logo em seguida, Marcelinho foi expulso pelo árbitro, por ter feito uma falta onde sequer atingiu o adversário.

Com 9 em campo, o XV se plantou na defesa e suportou o domínio territorial do União, que não conseguiu criar uma única chance de empatar. Não deu outra, sem textão e sem blábláblá, deu XV de Novembro na final…de novo.

O finalista XV de Novembro jogou com Eron; Zé do Brinco, Du, Athos e Xuxinha; Cezinha, Murilo, Orley(Amaral) e Xuxu(Elton); Fábio (Lili)(Gigante) e Marcelinho.

 

Na final do campeonato o XV de Novembro enfrentará ao Ana Terra, repetindo a decisão de 2008 e 2016.

 

SUB-17:

XV ESTÁ FORA DA FINAL

Foi triste, mas o grande time de juvenis Sub-17 do XV de Novembro, por infelicidade está fora da final do campeonato. O alvi negro vencia ao Imperial por 1 x 0, gol de Luan no primeiro tempo e estava garantido na final do certame, quando no último minuto do jogo, o time do Maracanã conseguiu empatar a partida, numa bola de desespero que desviou na zaga do XV e não deu chances para o arqueiro Lucas.

A decisão da vaga foi para as penalidades máximas e o XV de Novembro acabou derrotado por 5 x 4, para a tristeza da comissão técnica e dos bravos jogadores.

Um injusto terceiro lugar, mas faz parte.

 

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