Amaral, Didi e Willian - parceiros

Eles são parceiros de longa data, parceiros de infância, de bairro, de time e logicamente parceiros tricampeões. Se não fossem craques na bola, a vida lhes teria dado o título. Esses três amigos, somente vieram somar no alvi negro tricampeão.

Já tiveram outras efêmeras passagens pelo XV de Novembro. Contudo em 2017 os três vieram para ficar e cravarem seus nomes na bela história do XV de Novembro.

O meia atacante Willian é o típico jogador de grupo. Sempre disposto a colaborar com o treinador e sempre disposto a incentivar os companheiros, independentemente de estar em campo ou não. Dono de um preparo físico invejável, fruto da prática de outro esporte de velocidade, o “Tanga”, é muito querido por todos os companheiros. Willian, já havia sido campeão anteriormente pelo Bola de Ouro e juntamente com Amaral são aqueles atletas que sempre se apresentam juntos de bicicleta. Sim eles adoram a tal da bicicleta.

O volante Amaral, é outro atleta típico de grupo. Filho do lendário treinador Ziquita, o volante foi, com o tempo, ajustando sua voluntariedade com o preparo físico e se tornou figura indispensável em vários jogos da campanha. A grande frustração de Amaral foi ter perdido o título de 2017, na única derrota e na última partida. Amaral, tão parceiro da gente do XV de Novembro, que quando da ausência de Lucão, funcionou como preparador físico, dados os seus conhecimentos na matéria. Mate-quente é com ele mesmo. Tricampeonato também. Dá-lhe Amaral.

O craque Didi tem uma bela história no futebol. Já tinha até deixado a bola de lado uma certa época. Mas não foi o “maestro” Didi que sentiu falta dela. Foi a danada da bola que sentiu falta do camisa 10 e o fez voltar. E veio para o XV para ser campeão. Jogador comprometido com a palavra, pacato, fala baixo, mas de uma categoria admirável com a bola nos pés. Didi também, saiu frustrado com a perca do título de 2017 e em 2018, voltou ao XV de Novembro para ser campeão ao lado de seus amigos de infância. E como disse o lateral Zé do Brinco no jogo final, ao ser substituído: “esse Didi brinca de jogar bola”.

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